segunda-feira, 13 de agosto de 2018

O BELO CAMINHO DO AMOR, ONDE O PRAZER PASSA DEVAGAR

A VOZ QUE A BRISA TRAZ
(Flávio Anselmo -agosto/2018)
O caminho é belo. A brisa que passa por ele é suave.
Mal balança as grimpas das árvores florescendo que formam a trilha. São fortes o suficiente para provocar quedas de flores e cobrem o caminho. O que era uma alameda descolorida, sem burburinhos dos pequenos animais fugindo assustados dos caminhantes,  cheia de perigosas pedrinhas cortantes, que machucam os pés, tornou-se aquele tapete sedoso.
Os pintassilgos e outros pássaros canoros também como que caíram nas ondas leves do suave minuano sulista. Desciam das árvores e pousavam naquela avenida agora colorida. Amarelos canarinhos da terra traziam pequenos galhos de ninho presos nas patinhas. Beija-flores,bem-te-vis descem feito anjos.
O caminho é mais belo ainda ao entardecer que caí brilhante, pintam o Céu no Poente quando o Sol imponente o dia todo busca descanso. Sou humano privilegiado ou espírito acalentador, impulsionado por esta maravilhosa  natureza.
A fim de assistir tudo que pedi em reza: dobrai Espíritos do Bem, reencarnados; caiam em nova forma nos braços dos amados
Venham Profetas, que a voz da Brisa fará troar este Rincão Iluminado, por vaporosos vagalumes.
A Brisa suave dar-lhe-á mansidão; no seu colo flores, rosas em botão cairão.
Suave é a noite, gostosa é a brisa; Implacável é o clima que cerca tudo. do jeito que o amor gosta: voz mansa, brisa do lago.
Que acalme esse amor zangado; e acalente nós dois, abraçados.

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