quarta-feira, 5 de setembro de 2018

APERTO COMO ESTE VOCE JÁ PASSOU?



SAGA DE UM APOSENTADO SOB O JUGO DO BRADESCO

PARTE II-A
  
CONFORME INFORMEI na Parte I deste relato, a própria gerente que me atendeu na agência Prudente de Morais fez contato com uma promotora da Bradesco. Ela foi à minha casa, ao saber que eu me encontrava no processo de recuperação. Bem educada e simpática a moça. Seu nome: Flávia Alves.

Eu a informei que liquidaria o empréstimo antecipado. Ela apresentou cálculos de um empréstimo em 84 meses, alegando que a margem do contracheque só permitiria o levantamento da importância nesse longo período. Não me preocupei: afinal pretendia mesmo antecipar o pagamento.

GENTILMENTE FLAVIA ALVES garantiu que não haveria burocracia nem problema na antecipação. Seria apenas pedir o boleto e esperar que ele viesse. Preenchidos e assinados os documentos necessários, com reconhecimento de firma, que ela mesma prontificou-se a fazer o empréstimo caiu na minha conta individual e o outro na da minha mulher.
a) R$ 13.711,78 na minha conta corrente no Banco do Brasil.
b) R$ 2.000,00 na conta corrente da dona Neusa, igualmente, no Banco do Brasil.

OUTRA EXPLICAÇÃO: os dois empréstimos foram necessários porque a margem de comprometimento do meu parco contracheque que o doutor Anastásia, cumpincha do doutor Aécio, me paga seria maior que os 30% permitidos em lei. E o valor da quitação no INSS seria de R$ 22.000,00, em números redondos. Para cobrir o valor restante foram utilizados outros recursos.
O PROBLEMA FOI QUANDO FIZEMOS A SOLICITAÇÃO DE QUITAÇÃO: ISSO FICARÁ PARA PARTE TERCEIRA - AGUARDEM

SAGA DE UM APOSENTADO SOB O JUGO DO BRADESCO

PARTE III

TAMBÉM ESTA EPOPEIA poderia chamar-se "Um aposentado nas garras do Finaza/BMC", pois este é o braço do empréstimo compulsório da Bradesco Promotora. Conforme afirmei no texto anterior, o problema surgiu mesmo quando fui pedir o tal boleto de antecipação de pagamento. De sã consciência, qual é o problema que existe aqui? Não seria mais fácil entregar-me o boleto como todos fazem, inclusive as financeiras de carro? Mas não: a Sra. FLAVIA ALVES, que gentilmente foi à minha casa, por ordem do Bradesco, encaminhou-se à uma bitaca na rua Tupi, 25º, chamada "É Crédito". Uma sala de 60 ms com duas saletas. É de se assustar como uma força igual ao Bradesco entrega serviço a gente desqualificada e incapaz como o pessoal desta bitaca. Para reivindicar o boleto eu teria de encher um requerimento e anexar vários documentos que já havia entregues no ato da assinatura do contrato - cuja cópia não me foi enviada.

Com firma reconhecida. Ao questionar esta burocracia, a atendente foi grosseira e chegou a dizer que o banco não se interessava que os clientes quitassem antes as dívidas. Quando passamos a discutir o assunto, apareceu - o que imagino ser - a dona da bitaca. Mais grosseira e mandona, bateu a porta da sala dela na minha cara, e antes me mandou sair do escritório. Aí o sangue ferveu mesmo. O certo é que depois, ela passou a dificultar o meu pedido e da minha mulher. Viu uma rasura no requerimento, que de tão ilegal é sua origem não teria maior importância. Tivemos que providenciar outro com firma reconhecida, despesas de cartório. Os documentos só poderiam ser entregues por mim e minha mulher. Os dois juntos, apesar de a gente não assinar nada na hora da entrega.

SAGA DE UM APOSENTADO SOB O JUGO DO BRADESCO

PARTE IV

Contei nas partes anteriores a nossa luta para conseguir o boleto e que fomos obrigados a frequentar uma bitaca na Rua Tupis por determinação da firma E Crédito, agentes credenciados do Banco Finaza/BCM comprado pelo Bradesco. As promotoras não admitiam que entregássemos ou recebemos documentos individualmente. O meu tinha que ser entregue a mim, e da minha mulher à ela pessoalmente. Marcaram para entregar dia 4. Só entregaram o da minha mulher. Em dois meses, fora os descontos já procedidos no contracheque dela, sua dívida, para quitação por antecipação, pulou de R$ 2.0000,00 para R$ 2.598,07 ou seja, 30% em dois meses, ou 15 % ao mês. Por isso que os bancos nadam em dinheiro, meus amigos.

Rodei sem destino atrás de ajuda. No Procom, me informaram que não cuidam de juros, mas poderia determinar a entrega do meu boleto de quitação. Na Justiça de Pequenas Causas, me informaram que eu precisava apresentar uma planilha. Liguei para o meu contador Eli: ele me perguntou pelo contrato. Que daneira, gente! O Banco não havia me enviado a cópia do meu contrato. Liguei para a moça Flávia. Fiquei sabendo que bastaria eu ligar para o maldito 0800 que seria atendido.

Minha mulher ligou e lhe informaram que ela teria de mandar cópias dos seguintes documentos: CI, CPF e comprovante de residência. Ela questionou sobre a existência deste documentos na assinatura do contrato e na entrega do requerimento pedindo antecipação. Não interessava. Tinha que mandar outros. Ela informou que as contas de luz e de telefone estão em meu nome e que ela não tinha  este tipo de comprovante e se não servia o contracheque de professora aposentada. Não serve, responderam. Mas como? Perguntou ela. Serviu na assinatura do contrato como comprovante e como base de documento para o banco liberar o empréstimo.
O RAPAZ de São Paulo sugeriu que mandasse uma conta e a certidão de casamento. Minha mulher respondeu: somos casados há mais de 45 anos e as certidões que tenho aqui se passarem por um fax se arrebentarão toda. Casamos em Caratinga, eu teria, então que viajar 700 kms para pegar uma certidão e atender tal burocracia.
PAGUEI o boleto e decidir pedir devolução na Justiça. Deram sugestão para ir ao Banco Central. Estive lá e a moçada gentil ligou para Dennys Lomasso do Bradesco. Um cavalheirismo total. Atendeu com presteza e educação. Aí que eu digo: o Banco investe em pessoas deste nível que sabem cuidar da imagem da instituição, mas no entanto se deixa representar por bitaqueiros despreparados como as moças da rua Tupis. Por quê?
Dennys discute o assunto com o pessoal de São Paulo. E eu espero por meu boleto, que deixei bem claro não pretendo mais voltar àquela bitaca para buscá-lo. Tenho que cuidar da minha saúde. Este clima todo piorou minha recuperação, piorou minha neuropatia, as pernas estão mais bambas e a cabeça mais área. Já me avisaram que o meu boleto foi para R$ 17 mil e alguma coisa. Um roubo! Se houver prazo, faço a consignação do pagamento com a minha planilha. Senão peço de volta na Justiça e pretendo ainda entrar com a devida ação de Perdas e Danos Morais. Volto sobre o assunto depois de amanhã.  

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