quinta-feira, 13 de setembro de 2018

MANO VENCE FELIPÃO, NUM JOGO FEIO E PRÓPRIO DOS DOIS TREINADORES GAÚCHOS

NO MARACANÃ HAVIA MAIS ESPERANÇA DO QUE O ALIANZA PARK, POR ISSO ACOMPANHEI MAIS FLAMENGO X CORINTHIANS. SENTI MENOS RAIVA E  ÂNSIA.

 

Enquanto em São Paulo, na beirada do gramado, você assistia na televisão dois cães velhos e bravos,avançando em cima das autoridades, no Maracanã, dois jovens, um de 39 anos e outro de 36, preocupavam-se apenas  em comandar seus times como bons técnicos de futebol.  Além da orientação tático, que ambas as equipes cumpriram maravilhosamente, faziam chegar aos seus atletas uma educação básica e familiar, sem incentivos à violência ou faltas duras para matar as jogadas.

 

Flamengo e Corinthians, os dois times de maiores torcidas no País, deram verdadeira aula de como se jogar futebol na bola, sem desmedida violência que sai do gramado e inflama a massa torcedora. O público de quase 50 mil pessoas passou a impressão de ser mais e ocupou quase todos os espaços disponíveis do Maracanã, com uma bela coreografia multicolor, com as luzes vermelhas dos refletores das arquibancadas difusas e colorindo todo ambiente onde se localizava a torcida rubro-negra.

 

Uma despedida em preto-e-vermelho para seu ex-ídolo, o zagueiro Juan, que sofreu séria contusão  de rompimento do tendão de Aquilles. Como faria no dia seguinte 40 anos e a cirurgia prevista é de complicada recuperação, Juan resolveu aposentar.  

 

Com a bola rolando os dois gigantes só jogaram futebol: o Flamengo mais ofensivo e marcando bem, empurrando o Timão para a defesa. O jovem Jair Ventura, 39 anos, pela segunda vez no comando do Corinthians sabedor da força rubro-negra, montou uma formação defensiva muito boa e capaz de segurar os cariocas.

 

Do outro lado, o também jovem Barbieri, 36 anos, fez o Fla ofensivo:  abriu Everton Ribeiro pela direita e Vitinho pela esquerda, com Cuellar, Lucas Paquetá, Diego articulando e dominando o meio-campo. Só que para enfrentar o esquema defensivo dos paulistas, o Fla deixou de lado as jogadas de flanco e optou pelo jogo aéreo, o forte do Corinthians.

 

Trinta bolas foram laçadas na área corintiana e neutralizadas pelo grandalhão Cássio. Foi desde a metade do primeiro tempo até o final do segundo duelo de linha contra defesa. No jogo todo, o Flamengo teve 11 escanteios a favor e apenas três contra. Na partida foi dado apenas um cartão amarelo, aos 44m da fase final  para um jogador do Corinthians.

 

Na etapa inicial, os cariocas tiveram 64% de posse de bola. Foram 10 finalizações e apenas três dos paulistas. O time de Maurício Barbieri teve quatro boas chances de marcar, contra duas do time de Jair Ventura. No segundo tempo, o Corinthians recuou mais ainda e passou a jogar por uma bola, sem sucesso.

 

Jogo claro,. sem violência, bonito de se ver. Se o placar de novo acontecer em São Paulo, no segundo jogo, a vaga deles na Copa do Brasil será decidida nos penais.

 

JOGO DOS DINOSSAUROS

 

No jogo dos treinadores experientes, ganhadores, dinossauros  desatualizados, o pau comeu solto e a arbitragem teve muito trabalho. Saiu do gramado, após o último apito, xingada, quase agredida por causa de falso gol anotado por Antônio Carlos, anulado corretamente, por falta no goleiro Fábio.

 

O verdadeiro gol da partida, que deu a vitória aos azuis, foi marcado por Barcos aos 6m do primeiro tempo, depois de sensacional contra-ataque do Cruzeiro realizado por Robinho e Thiago Neves. Este deu passe para Barcos que matou no peito e fuzilou o goleiro Weverton. Segundo gol de Barcos com a camisa azul. Cruzeiro 1 a 0, Barcos.

 

A arbitragem prejudicou o Cruzeiro ao expulsar o lateral direito Edilson aos 36m do segundo tempo, por reclamação, que ninguém conseguiu detectar. O gol de Antônio Carlos, aos 47m, marcado após a falta apitada pelo árbitro Wagner Reway, do Mato Grosso, criou o clima de guerra. O árbitro resolveu terminar logo o confronto.

 

Felipe Scolari pelo Palmeiras, e Mano Menezes, pelo Cruzeiro, este em menor intensidade, estavam espumando de raiva da arbitragem. Eles ajudaram a criar o clima hostil, pois durante todo o confronto não paravam de reclamar em qualquer jogada paralisada pela arbitragem. Por causa da derrota, em casa,  pela semifinal da Copa do Brasil, a diretoria do Palmeiras,informou que enviará dossiê à CBF mostrando os erros de Wagner Reway no apito sem a participação do VAR..

Os palmeirenses alegam que o árbitro errou quando, já nos acréscimos do jogo, marcou falta de Edu Dracena em cima do goleiro Fábio em jogada que culminaria em gol de Antônio Carlos.

AGORA DOMINGO, tem Cruzeiro x Atlético, às 16h, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro.

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