terça-feira, 27 de novembro de 2018

PROCURO SOLTAR A ALMA MALTRATADA


*ALMA EM FUGA
(Flávio Anselmo )

Estou perdido dentro de mim
Não consigo sair achar o caminho
busco a porta a ser aberta
Para soltar a Alma maltratada
que seja ela liberta
saia como outra qualquer confinada
Em um corpo banal
reserva de amor, ódio e mal
Saia e seja o menino que não fugiu
do sonho que sempre intuiu .
Mas só junto palavras sem sentido
Escrevo texto, também sem sentido
Descrevo este mundo escondido
onde minh'alma se embrutece;
Saia de mim, por favor, Alma
Ou tenha calma, a calma
que ninguém endurece
Faça-me interlocutor com sentido
não quero mais ficar perdido
dentro mim.
O sonho tem que ser vivido.

*(Flávio Anselmo,
poema extraído do meu caderno,
no Ginásio São Francisco-1959)

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

MUSSULA É OUTRO AMIGO QUE SE VAI MAIS CEDO QUE O ESPERADO

 

LUTO

EX-GOLEIRO MUSSULA MORRE AOS  8O ANOS

 

Em 2016, Mussula participou da comemoração dos 45 anos da conquista do Brasileiro pelo Atlético. Agora, depois de lamentar a morte do ex-goleiro atleticano Marcial, o futebol mineiro se entristece com o falecimento do ex-goleiro e ex-técnico do Atlético,  Mussula. Luiz de Matos Luchesi, nascido em Belo Horizonte.

 

Mussula ganhou este apelido em alusão ao ditador italiano Mussolini, faleceu aos 80 anos nesta terça-feira. Sua maior conquista dentro dos gramados foi o Campeonato Brasileiro de 1971, pelo Atlético. Revelado pelo Cruzeiro, clube em que teve duas passagens, ele também jogou no América, Villa Nova e Renascença. 

 

TRINCHEIRA: Nas relações pessoais que fiz durante minha longa carreira no futebol mineiro, cerca de 60 anos de janela, Mussula foi uma das mais agradáveis e empáticas.  Sempre com otimista sorriso, bom de casos, era dos melhores papos nos clubes e na porta da FMF, aonde ia diariamente, curtir seu amigo Elmer Guilherme Ferreira, outro enorme coração que nos deixou, também, fora do prazo previsto.


O corpo de Mussula foi velado nesta quarta-feira, no Cemitério do Bonfim na Região Noroeste de Belo Horizonte. Depois das homenagens de parentes, amigos e ex-companheiros no futebol, houve o sepultamento. 

 

Mussula atuou em 168 jogos pelo Atlético e sofreu 156 gols. Ele teve duas passagens pelo clube e conquistou três títulos, o mais importante o do Brasileiro de 1971. Nas décadas de 70 e 80, o ex-goleiro ainda foi treinador do Galo em quatro ocasiões e conquistou o Campeonato Mineiro de 1983.

Mussula, ex-Cruzeiro, Atlético, América e Villa,

Mussula começou a carreira esportiva no Cruzeiro. Ele vestiu a camisa azul em 126 oportunidades entre 1955 e 1958 e depois de 1961 a 1963. O goleiro também defendeu Villa Nova, em 1958 e 1961, e América, em 1966, e o extinto Renascença, de 1964 a 1966.

A chegada ao Atlético foi em 1958, como terceiro goleiro. Mussula ganhou a grande oportunidade no time profissional dez anos depois, no empate diante do Leão do Bonfim por 3 a 3, em 1968. As atuações memoráveis em duelos contra Pelé, Tostão, Dirceu Lopes e Garrincha ficaram marcadas.

"Era difícil ser goleiro naquela época. Eu me lembro de um jogo em que defendi uns quatro chutes do Pelé, que ficou inconformado. Aquilo me marcou", costumava lembrar. 

Mussula encerrou a carreira de atleta no Galo, em 1973, e se dedicou à profissão de treinador. Ele foi auxiliar de Telê Santana até assumir a equipe principal, no início da trajetória do hexacampeonato mineiro, alcançado em 1983, com o ex-goleiro no comando. Depois de 121 jogos como treinador do Atlético, Mussula ainda trabalhou como supervisor no clube alvinegro. 

 

Luiz de Matos Luchesi, Mussula

Nascimento: 21 de agosto de 1938; local: Belo Horizonte

Carreira como atleta

Cruzeiro - 1955/57; Atlético - 1958; Villa Nova - 1958/1961;

Cruzeiro - 1961/1963; Renascença - 1964/1966; América - 1966

Atlético - 1968/1973

ESCORRI POR TEU SARADO CORPO


PASSEIO POR TEU INOLVIDÁVEL CORPO
(Flávio Anselmo - novembro/2018)

Escorri por teu sarado corpo
ao encontrar-te pela primeira vez.
Saí da boca ansiosa
de desejo na vida solo
Usei toda suavidade
ao passar pelo teu colo.
Reparei que não tinhas
a marca da alça do sutiã
usado debaixo de forte sol,
no terreiro, ao lavar a varanda.

Feito dócil beija-flor voei
em torno dos róseos seios.
Ainda tinhas o perfume da lavanda
que usas em teus dois banhos diários
de chuveiro.
Suguei os endurecidos bicos
na intenção de dar-te mais prazer.
Teu corpinho dominado remexia-se.
Ao mesmo instante, eu buscava
por eles puxar o néctar
que o beija-flor tira das flores.
Aqui não buscava nenhum néctar
mas o precioso líquido brotado na Alma.
Que pudesse soldar nossos corpos,
em apenas um e torná-los inseparáveis.
A avidez da conquista buscada há 40 anos,
fez-te querer mais e que eu descesse devagarzinho
Queria sentir o prazer de cada pedacinho
de teu divinal corpo.
Introduzi, a ponta da língua no teu umbigo.
Estremeceste! O calafrio do amor sobe pela coluna.
Senti que estavas comigo.
Em corpo presente e espírito vigente.
Reservei para depois a parte final da conquista.
Escorreguei aos teus trêmulos pés.
de belas unhas pintadas de azul.
Aí então, retomei a ação;
comecei a subida pelos dedos,
tornozelos, canelas e fui atrás de emoção.
Parei nas panturrilhas, conhecidas como coração.
Depois foi a vez das admiráveis coxas.
Bem ornadas, sem estrias, lisas e lindas. Primeiro de frente, depois te virei de costas.
O panorama mais lindo ficou. Até vontade de morder, em vez de beijar, me deu.
Desci às partes posteriores das coxas e no caminho descansei na maciez do bumbum.
Virei-te de novo, após subir aos beijos até à nuca;
chupei as orelhas, sem brincos, e curti teus suspiros ansiosos.
Vamos à parte final: ali deitada em decúbito dorsal, eras a própria fonte do prazer dos céus.
Calmamente, deitei-me entre tuas pernas e com carinho afastei os pelos pubianos da entrada da grutinha.
Umedecida e entregue, ela me mostrou o clitóris inchado pelo prazer recebido.
Com a ponta da língua massageei-o e te fiz criar asas.
Para voar pela imaginação no fértil mundo do amor real.(Fim)
 
.


terça-feira, 20 de novembro de 2018

O AMOR ACONTECE NA VIDA, PEGA A GENTE DESPREVENIDO

AMOR NÃO SE FAZ

(Flávio Anselmo - novembro/2018)

 

ELA: Estou no clima, meu bem. Vamos fazer Amor?

ELE:  Não.

ELA: Porque não? Não gosta mais de mim?

ELE: Não é bem assim.

          Amor não se faz. Acontece.

          Amor feito, é logo desfeito.

          É Amor dos bordéis.

          Escolhido e comprado nos sofás da sala dos lupanares.

            Prostíbulos chiques, destruidores de lares.

            Ou Amor de motéis.

            Encontrado nas ruas, nos barzinhos, em viagens, nas praias capixabas, quando de cara cheia.

            "Vamos transar" - é papo de maloqueiro

            "Vamos amar" é o correto, papo de cavalheiro.

            "Vamos meter" - baixaria, pergunta de farofeiro

à beira mar.

            "Quero te comer" - revelação de esfomeado, mal educado e tarado juvenil.

             "Podemos nos amar", pergunta do doador encantado com os olhos da amada, pois não é senil.

ELA: Então, querido, encantada estou, quero te amar agora.

ELE: Pode não, querida, o Amor não tem hora marcada, não é egoísta, nem é comandante.

         No Amor de verdade some o 'EU' e surge o "NÒS";

        Sentimento que não se submete à frieza prazer solo, mas do dueto, pois é doado, é amante.

        O Amor real quer se entregar, não possuir.

        O Amor que acontece cria para dois seres um mundo à parte.

         Onde tudo é estranho e diferente.

         É sub-real, inconstante, inexistente às necessidades da vida sofrida.

         Auto-sustenta-se ao liquidar, sem paradigmas,

a sede, a fome e o mal dele próprio.

ELA: Que aula, Meu Amor! A cama, ou qualquer lugar, nos espera. Aconteceu: vamos nos amar! (Fim)


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sábado, 17 de novembro de 2018

SINTO-ME REDIMIDO E LIBERADO

IMITAÇÃO DE POETA

Sem rima e métrica, mas com emoção.
Sou este projeto de poeta,
que insiste em ver estrelas de dia,
e o sol à noite,  formas de emoção e paixão.
Um poeta que não canta, declama.
Que não encanta, derrama
e enxuga as mesmas lágrimas
choradas na falta de inspiração.
Fernando Pessoa exime de culpa o emergente poeta,
Enaltece os escrevinhadores noturnos,
Torna-os poetas noctívagos.
Santos espíritos que vagueiam pelas letras, soltos.
Que bom que seja assim,
Sinto-me redimido e liberado.
Posso vaguear na minha imaginação.
Navegar na minha isolada comoção.
Projeto de poeta, é assim que a noite me encontra;
meio sonolento, nem tanto acordado.
Exausto, talvez.
0 dia chato, eu desfiz.
Cansaço que entrava pelos ouvidos,
Amargava a boca e entupia o nariz.
Amparo-me na foto da mulher amada, e choro.

Choro dos solitários.
Como que, por encanto,a AMADA surge pra mim
No canto da tela do micro,
que nem havia ligado ainda,
mensagem virtual,  transportada
no silêncio da noite estrelada.
Ela sabia que eu a queria assim:
nua, cheirosa, quente e ansiosa.
Nem me lembra como virei pro canto.
Agasalhei os meus ais,
enquanto buscava o prazer dos amores temporais,
sem nem olhar mais a fotografia dela, sorridente,
nua, colorida, no canto da tela do computador.
Ela me bastaria de qualquer forma.
De pronto, aceita.
quando na busca do solitário êxtase,
que escorre feito branca lava incandescente
entre os dedos da trêmula mão direita..."


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

CASINHA PEQUENINA, LEMBRA-SE DELA?

ATRÁS DE ONDE MORAR
(Flávio Anselmo - novembro/2018)

Você se lembra da casinha pequenina, baixinha, paredes de barro, chão batido e coberta de sapé?
Na frente, duas enormes janelas, pintadas de azul?
Apelidamos de casinha, mas foi choupana que levantamos no cume do morro, nas fraldas da mata virgem, respiradouro da região do bioma cerrado.
É velho este evento, posso gravá-lo nos tempos de antanho, quando éramos adolescentes cheios de sonhos, 40 anos antes.
A casinha manteve-se de pé, apesar das turbulências pelas quais passou; tornou-se símbolo dos sonhos e planos na fase da sofrência.
Mas o que é sofrência? É mistura de sofrimento e carência, sofrimento por um amor não correspondido, fossa, dor de cotovelo ou de amor.
 Existia amor demais, condições de menos. Pouca idade, zero de Juízo, nenhum emprego, de onde tirar algum dinheiro de sustento.
Na frente da choupana, depois do canteiro de hortaliças que plantamos tinha a cerca de ripas, amarradas com cipós, e pintadas a cal, trocado pelos pés de alface, couve dúzias de chuchu, estes colhidos nas estacas de sustento no terreiro atrás da casinha.
A casa, jamais ocupada, tem ampla sala de visitas, um quarto grande para as visitas, também; banheiro social e a suíte nossa, pouco maior por causa do luxo da banheira.
No final do corredor a cozinha, com fogão à lenha, e serpentina. para banho quente a qualquer hora.
No puxadinho colado à porta de saída da cozinha, de acesso ao terreiro, está o tanque de lavar roupas e o vasilhame maior, coberto para proteção contra as chuvas pesadas.
Era um mundo pequeno, mas feito com muito amor.
Mas o tempo tudo levou: os planos e sonhos. A casinha de sapé ficou lá, em pé. Porém, destelhada pelos ventos fortes do alto da serra.
E agora: o que vamos fazer? Correr atrás de onde morar? Ou passaremos a borracha em tudo e cada qual tomará seu rumo, pela trilha infindável da solidão?
Nesse território de pequeno espaço, estão as galinhas d'Angola, as caipiras, os galos Garnisés, os de cristas altas, bons de briga.
Mais patos, gansos e marrecos; juntos do  vira-lata pulguento, bravo com estranhos, tomam conta do pedaço.
As galinhas d'Angola matam e comem cobras, escorpiões, aranhas caranguejeiras, que entram no terreiro.


Vale dizer que além de confortável morada do amor, a casinha pequenina tornou-se, também, uma fortaleza, de segurança máxima. Exceto contra os lobos Guarás e as onças pintadas que habitam a mata do fundo.
E contra a saudade que nos rouba a paz e habita dentro de nós, há anos. (Fim).  

MORREREI FELIZ BEM FELIZ

QUERO MORRER FELIZ
(Flávio Anselmo - novembro/2018)

Se eu morrer amanhã,
bem cedinho, de manhã
não deixo saudade, e nem
quero ser louvado, também.
Chamado de bom moço,
feito uva sem caroço.
Não digam que deixei
o mundo órfão de uma mente sã.
Deixei nada!
Ninguém chorará por mim.
Vou catar saudade se houver
nos cantos da vida espalhada,
e saberei que de ti não terei nada,
nem choro, nem vela, só ódio e melancolia.
Tu alertarás a ruindade de meus poemas,
 serviriam apenas pra alimentar o ódio crescente
de inveja pelo que faço imprudente
desde nossa mocidade:
plagiei samba, amei e fui amado
beijei a quem quis,
então sabes: se morrer amanhã
morrerei feliz, bem feliz
e te sobrará apenas a tristeza matriz,
rainha dela, convulsiva e eterna.

Dirás, enraivecida, que fui pífio poeta
de versos pobres, que servem de alerta
pois abrem caminho aos beijos fatais,
criam e matam amores caudais,
que atraídos pela harmonia dos versos
cantados sob balcões diversos,
ocupados por mulheres solitárias,
clareadas por estrelas e luminárias
que, ainda, plantea  
violões em serenata na lua cheia.
(FIM)





quarta-feira, 14 de novembro de 2018

DEIXEM O LULA EM PAZ PARA ELE VOLTAR COM FORÇA TOTAL EM 2020

VEM AÍ MAIS OUTRO MEMBRO DA FRACASSADA JUSTIÇA TUPINIQUIM APARECER NAS COSTAS DE LULA

 

Não deixaram mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quieto, nem depois das eleições arrumadas para o Capitão reformado vencer: Lula foi interrogado nesta quarta-feira (14) em Curitiba, apenas visando abrir espaço na mídia para a Juíza Substituto do ex-personagem Moro.

O ex-presidente  foi transportado de carro da carceragem da Superintendência da Polícia Federal onde permanece ilegalmente preso, ou como preso político do regime de direita estabelecido no País, por um golpe nascido no STF.

É a primeira vez que Lula deixa a superintendência em sete meses.

Lula depõe em processo da operação Lava Jato relativo ao sítio Santa Bárbara de Atibaia (SP). A juíza federal substituta Gabriela Hardt conduziu a oitiva (sic).

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em outro processo, o caso do triplex em Guarujá (SP). Tudo esquema armado com apoio de Sérgio Moro, agora Ministro da Justiça de Bolsonaro, como prêmio.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

NEY FRANCO NÃO QUIS RENOVAR COM O GOIÁS

NEY FRANCO AGORA ESTÁ COM A MÃO NA MASSA DO GOIÁS PRONTO PARA RECOLOCÁ-LO NA SÉRIE A DO BRASILEIRO.
Meu amigo e conterrâneo Ney Franco, a quem puxo para a sombra sempre que estiver estendido no sol, pois, além de competente, nasceu em Entre Folhas, então distrito da gloriosa Caratinga. E é meu amigo de longa data. Andou sumido atualmente, alegando que preferiu deixar o futebol fora de sua vida e estudar outras opções.
Ney é assim, acima de tudo estudioso do futebol e que, inexplicavelmente, não se fixou na vitrine do futebol nacional apesar de toda sua imensa bagagem de conhecimento. Vale lembrar que Ney comandou o Ipatinga na decisão de um título mineiro, contra o Cruzeiro, onde passou pelas divisões de base, e foi campeão estadual derrotando o poderoso time azul no Mineirão.
A situação do Goiás na Série B já foi ruim, mas agora nas mãos e de Ney encontra-se numa posição excelente de classificação em quarto lugar, com 54 pontos ganhos, portanto dentro do G-4, agora G-3 pois o Fortaleza de Rogério Ceny já carimbou o seu passaporte de voltar à elite, depois de 12 anos fora deste clube especial. 
Enquanto o Fortaleza já garantiu sua vaga a briga do acesso permanece viva para outras equipes, pois estão em  disputa as três vagas restantes. O Goiás de Ney Franco recebe o vice-lanterna Sampaio Correa em busca de mais três pontos que possam quase garantir sua vaga. O jogo será nesta segunda-feira, 5,  no Serra Dourada. 

0 AMOR GUARDADO NELE SAIRIA


SOFRÊNCIA
(Flávio Anselmo - outubro/2018)

O quê você gostaria que sobrevivesse?
Seria aquela réstia do pífio amor platônico
que embalava nossos sonhos frágeis
como castelo de fantasia falso,
de consequência banal, no qual
vivíamos pelas ruas empoeiradas de nossa cidade?
Ou seria a sofrência?
Esta tão própria da puberdade,
tão íntima da inocência.
Imagino que se o dogma do Destino aceitasse
como éramos naquela idade,
na pureza da Alma,
no batimento ritmado dos corações,
quando apenas a presença do outro bastava,
E calmo, resplandecente de mágicas luzes, tornava
todo ambiente que era as nossas vidas.

Tudo se tranquilizava para as almas envolvidas
Passear pelo Jardim de mãos dadas,
ouvir os sinos da Catedral antes da missa das 8h,
Ver o esvoaçar das andorinhas depois da missa,
assistir o Sol raiar e a Lua clarear a noite próxima,
Dividir com as estrelas a alegria das serenatas de violão;
Sentir o amor ingênuo da união nascente
que, às vezes, queria o cantinho escuro
para roubar o simples beijo (selinho).

Época de dançar com rostos colados,
declamando palavras de amor, ao ouvido dela.
Compromisso de vidas atadas,
Tudo frutificava em felicidade completa.
A gente com a alma repleta, ignorou guardar
a sete chaves tal sentimento,
para mantê-lo inocente, sempre.
O Destino bem que devia tornar na época
os corações enamorados em cofres de aço.
Cujos segredos para abri-los só Deus saberia.
Essa inocente sofrência duraria os 40 anos depois imaginados?

Só quando chegasse à fase adulta, por ordem do Céu, o cofre se abriria e o amor nele guardado sairia.
Sem maldade, sem ciúmes, ou preconceito, sem arrogância,
pleno de Amor adubado nas terras do coração.
Graças aos milhões de carinhos diários, de palavras macias, pele com pele. E pelo respeito que infla o peito.
Seria bom sentir-se adulto, sem perder a inocência.
Nem a sofrência.
Do Amor pueril, puro, resumidamente infantil.
Que exija silêncio e o canto escuro onde se pode roubar do outro toda sua querência, ou apaziguá-la.
"Eu te quiero, Eu te Amo, Mulher/Criança, como você me quis na infância." (FIM)



HEBER ROBERTO LOPES METE A MÃO NO COELHO

CRUZEIRO VENCEU O AMÉRICA, MAS TEVE AJUDA DO APITADOR CARECA HEBER ROBERTO LOPES

Não me lembro de nenhum jogo que o barriga verde Heber Roberto Lopes tenha vindo apitar em Belô e que tenha terminado bem. Este  é o time de árbitro que atrai confusão, por causa de sua tendência em ser caseiro e por apitar de olho numa das camisas em jogo, a que tenha mais prestígio nacional. No clássico foi assim: ele viu tudo azul por causa do Cruzeiro, bicampeão da Copa do Brasil recentemente.

A vitória azul por 2 a 1 foi uma das coisas mais injustas que vi no futebol tupiniquim nesta fase de jogos ruins, de técnica pífia e arbitragem no mesmo nível. Heber Roberto Lopes coroou sua desastrosa arbitragem com a não marcação do pênalti de Dedé em cima de Matheusinho, que até o Ceguinho viu.

O primeiro gol da partida, marcado por Arrascaeta, foi uma legítima obra de arte, sem qualquer irregularidade. No segundo, o pênalti feito por Messias  sobre Henrique e convertido em gol por Thiago Neves, numa sensacional cavadinha, deixou um pingo de dúvida, esquecido pela beleza técnica da cobrança.

Aos  25m, houve o toque de Egídio na área que Heber Lopes não viu e mandou o jogo correr. Depois, alertado pelo auxiliar atrás da meta,  voltou atrás e marcou o penal contra o Cruzeiro, convertido por Rafael Moura. O placar estava 2 a 1 para os azuis, e o Coelho pressionava atrás do empate que o manteria fora do Z-4. Aí veio o lance do pênalti de Dedé, aos 37m, que o Careca soprador de apito não viu ou fingiu que não viu. Interessante que nenhum dos seus auxiliares também viu para chamar-lhe a atenção. Azar do Coelho.

No primeiro tempo, sem ser brilhante, o Cruzeiro foi melhor e teve mais duas oportunidades claras com Barcos, enquanto Fábio trabalhou uma vez, numa cabeçada de Geovani, com bela defesa.

No segundo tempo, o jogo esquentou e o Careca atrapalhou tudo. O segundo gol cruzeirense, feito por Thiago Neves na cobrança do penal, aconteceu aos 3m. Egídio e Barcos foram os piores do Cruzeiro e Arrascaeta o melhor. Seu gol foi brilhante. No América, gostei de Matheusinho, Zé Ricardo e Messias, porém Luan ficou devendo.

FAÇO PLANO ENQUANTO MASTIGO GOIABINHAS

GOIABINHA VERMELHA DE RIO CASCA
Para mim foi fácil demais,
pegar a cadeira, livro de cabeceira,
meus velhos e confortáveis chinelos,
além da cestinha de goiabas vermelhas
de Rio Casca, segredo dos polichinelos.
Colocá-las na sacada do quarto.
E de lá, mais que comodamente balançar ,
mordiscar o fruto celestial; ler e sonhar,
pesquisar nos pensamentos: onde errei ?
Se é que errei, na suposição de que viver
sem você, também é bem viver,
orientado na fé dos meus propósitos.

Ah, me lembro que esta informação
devia ser secreta, mas por minha culpa
É de conhecimento geral da nação.


Desculpa-me, nobre plantador, desculpa
este admirador do seu produto
que abocanho  resoluto
a ponto dar água na boca
por pensar, que horas depois, 
...pois, pois...
da mordida dada com voracidade
no vermelho da goiaba desta santa cidade,
entreposto da viagem a Caratinga,
terra do cará branco e da cultura,
A supimpa fruta seria pelos deuses escolhida
como néctar que enfeita e perfuma
as mesas do Olimpo no milenar
e mais que apetitoso vegano jantar
sem o crime da carne vermelha.