sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

ÃNSIA DE AMOR TOMOU CONTA DO CORAÇÃO

 

 

QUANDO A ÂNSIA DE  AMOR IMPERA

(Flavio Anselmo - abril/18)

 

 

Falar com contigo, descobrir-te

amar-te, olhar-te de perto

É como estar com sede e fome,

perdido num deserto quente

longe do Oasis confluente.

 

Descobre, moça de olhos claros

cujo pranto diário os água

e ascende mais a claridade,

cor do dia ideal para fuga.

 

Foge, pois o seu penhor dado ao destino

Foi de longe o maior desatino

como de qualquer mocinha apressada.

Coisa da idade!

 

Não penhorou a Alma ao Senhor

do Céu em troca de imediata felicidade.

Mas a entregou aos Senhores da Terra,

defensores de falso imediatismo,

por conhecerem os arroubos infantis

Na busca do amor impossível

do aventureiro espírito pueril aterra.

 

Sei que aquele não ata, nem desata

vigente na ocasião da data

em que não era moça ou senhora,

apenas ansiosa criança da esperança,

na pressa que o amor menino exigia

junto aos namorados que, na época, coligia

Com inquebrantável apoio do então

interessado dono de seu coração.

 

Nesta tortura,

fosse a trilha de abertura,

Pra chuva de aditivo molhado

pelo suor dos corpos de fluídos desejos.

que escorriam, enquanto se amavam

em platônicos a afáveis beijos.

e com o aditivo puderam

otimizar a expulsão do preconceito

que a prendia de qualquer jeito

Nos braços daqueles jovens senhores.

 

Todos julgam tudo como mal feito,

até o simples beijo de pura emoção.

Nada lhe é tão fácil, Olhos Claros,

visto que a soma das ânsias

 forma forte dique e impede a vazão.

Segura o sangue no coração ansioso

que já  nem bate em ritmo de perdão.

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