terça-feira, 18 de dezembro de 2018

HEROÍNA. VOLUNTÁRIA CIVIL, COMBATENTE DO FOGO MALDOSO, O QUÊ ÉS MAIS, DOCE ONEÍDA.

O CANTO ABENÇOADO DO ROUXINOL É SIMBOLO DO AMOR ENTRE PESSOAS
(Flávio Anselmo - dezembro/2018)

Oneida, nem a conheço pessoalmente;
só nos falamos em códigos, na Internet.
Porém sinto que sua dor já é minha dor,
suas dúvidas atazanam-me a vida,
enquanto seus segredos são o meu mote.

Quero descobri-los, envolver-me neles
contá-los, também, em sigilo ao Rouxinol,
que não sai do quintal de sua casa.
Falar-lhe-ei suave ao ouvido,
Ensinar-lhe-ei solfejar Domingo no Parque,
Pra quê a acorde antes que o faça o Sol;

O abençoado canto do Rouxinol
tem raios de luz que iluminam a Alma
e da janela de seu quarto, a despertará alegre
tricotando meios piados para falar consigo.

Fará voos rasantes pelo jardim em derredor,
colhendo ramos de roseiras para uso devido,
permitindo que o perfume da natureza
espalhe-se pelos quatros cantos da morada.
Fortaleça a presença de minh'alma
do seu lado e platonicamente enternecido,
por este amor que nem lhe chegou direito.

Heroína, voluntária civil, combatente do fogo
maldoso, serviçal da assistência social.
A vida não pode maltratá-la, portanto feche os olhos
e se oriente pelo perfume.
Passeie por seus domínios, Rainha, e faça coro com
o Rouxinol, seu súdito.
O canto de ambos já estará abençoado, também.
(FIM)

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