quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

TIRA O ROUPÃO, CLAREIA O CORPO, FIQUE NUA


NOITE DO ANJO AZUL

Boa Noite, Anjo Azul, Boa Noite
Eu me vou embora, agora.
A lua penetra pelas frestas da janela
Entra no quarto, quer pernoite,
desmancha-se pelo chão afora.
Não me segures aqui assim.
Tira o roupão, clareia o corpo, fique nua
Ponha os teus olhos sobre mim
Bordeje o mar, cuspa na lua
E digas entre ardentes beijos,
-Não vá, já é madrugada.
Então sem dizer mais nada
A não ser ao mostrar o seio
-Este é o véu da noite que anseio
por onde vagam os desejos depois
E te digo; tudo bem, é aurora, pois.

Reacende então a fogueira da alcova,
liberta o perfume de nós dois;
Traz lá de fora, os suaves odores
das múltiplas flores.
Fechemos então o cortinado sobre nós.
Afinal, são as asas do Anjo dos amores,
Não durmamos, Doce Criatura.
Estou ansioso por demais.
que a aurora passe com brandura
Neste escuro quarto.
Meu amor, aonde estás?

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