sábado, 9 de março de 2019

OUTRO ÍDOLO SOBE PARA MORAR AO LADO DE DEUS DÍDIMO


MORRE MEU ÍDOLO, DÍDIMO de Paiva


amizade solidificada numa troca de pneus na estrada

Uma das amizades que fiz muito rapidamente na época do ESTADO DE MINAS e DIÁRIO DA TARDE foi com o jornalista DÍDIMO DE PAIVA, a quem eu já tinha como ídolo por suas posições corajosas como diretor do nosso Sindicato. Dono de  um texto espetacular e de uma inteligência invulgar, além de nobre simpatia, Dídimo solidificou nossa amizade quando eu viajava no meu carro para o Espírito Santo e o encontrei no 262 encostado, pedindo socorro. Eu o reconheci, estacionei mais à frente e fui ao seu encontro saber qual era o problema. Fácil, fácil: pneu furado e Dídimo, marinheiro de primeira viagem, não sabia como trocar.
Usei meu "macaco" hidráulico, moderno, levantei o veículo e troquei o pneu com muita rapidez. Em seguida, coloquei-o no porta-malas do meu Opala e o recomendei a parar em Realeza para nova troca. Fui na frente, mais conhecedor da estrada, meu caminho para Caratinga, e entreguei o pneu furado à uma borracharia. Fiquei à espera de Dídimo. Para ele, foi uma demonstração sem preço de companheirismo. Daí, todas as vezes que nos encontrávamos, Dídimo salientava este fato e salientava: "Eu lhe serei eternamente grato, Flávio". E foi. Todo lançamento de livro meu, lá estava o genial Dídimo de Paiva.
Que Deus o mantenha, caro Dídimo, sempre ao lado Dele.

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