quarta-feira, 23 de outubro de 2019

ESTRELA DA MANHÃ: NADA BRILHA TANTO


Há quatro anos, este avô embevecido,
escrevia o texto abaixo pra manifestar
sua alegria sem fim. Nascia Stelinha.
Eu acompanhava minha Juliana
de belo desenho da Pedra Itaúna na barriga.
A andante  Itaúna na horizontal  
rugiu, rugiu, os gemidos da ansiosa espera,
e pariu uma estrela.
O quê, a bela reprodução do Monte Itaúna pariu estrela?
Como pode, numa manhã de domingo? 

-“Repiquem os sinos, chamem os trombeteiros,
desçam a Banda Santa Cecília; às 10h;
STELA NASCEU!”
E não foi às cinco horas da manhã,
na carona do raiar da aurora,
nas caudas da Estrela D’Alva? "

Não, foi no meio da manhã,
as pessoas assustadas olharam o céu:
-“o que é aquilo? Uma estrela em bela manhã
 de raios brilhantes de sol? Impossível?”
Nada é impossível no milagre do amor!
A redondinha reprodução que a bela Juliana trazia
 majestosa, abriu-se nas mãos dos profissionais,
e deu espaço pra Stela respirar a vida externa.
Alívio pra pequena estrela, de olhinhos fechados,
e pra Mamãe orgulhosa, após o desconforto,
a ansiedade e dos nove meses de espera.
Alegria para os que a rodeavam,
 à espera dessa deslocada estrela,
que fugira das noites, dos dias comuns,
pra clarear mais as deliciosas manhã de domingo. 

Já não sei mais onde coloco tanta alegria!
Vivi emoções iguais seis vezes.
Renovadas, mas de intensidades iguais.
Stela chegou pedindo espaço
entre as luzes da manhã,
posto que nada pode brilhar mais que ela.
Homem macho não chora? Chora.
Chorei pela sexta vez.".


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